7 desafios do Corinthians para a temporada 2023

7 desafios do Corinthians para a temporada 2023 Confira!

7 desafios do Corinthians para a temporada 2023

Com novo técnico, Lázaro, equipe tem Brasileirão e Libertadores como suas grandes competições no ano, algumas renovações de contrato e a busca de um caminho para pagar suas contas e dívida, estimada de R$ 1 bi

7 desafios do Corinthians para a temporada 2023
Imagem: Reprodução | Divulgação



Depois de uma campanha regular, mas sem conquistas em 2022 e uma rasteira do seu treinador Vítor Pereira, que trocou o clube paulista pelo Flamengo sem avisar e amparando sua saída com a doença da sogra, o Corinthians tem alguns desafios para 2023. Não são fáceis e alguns têm muito a ver com a condição financeira do clube e com sua dívida, estimada em R$ 1 bi. O torcedor apoiou o time, lotando o estádio em Itaquera, mas não teve motivos para festejar a temporada.

Como a maioria dos clubes do Brasil, tudo vai depender do dinheiro que entrar nos cofres na próxima temporada. Não é de hoje que o futebol brasileiro vive de migalhas, com receitas médias de R$ 500 milhões, mas sem competência para administrar tanto dinheiro que entra nos cofres anualmente. Os presidentes costumam gastar mais do que arrecadam. Muitos deles assumem passivos de cartolas anteriores.

O Estadão relacionou alguns desafios para o Corinthians na temporada, que já começa dia 15 com a estreia do time no Campeonato Paulista. A equipe tem o Brasileirão e a Libertadores como suas grandes competições em 2023. A missão do clube vai desde arrumar a casa financeiramente até fazer dar certo a contratação do treinador Fernando Lázaro, filho do ex-lateral Zé Maria, passando pela formação de um time mais competitivo, com a renovação de alguns contratos, e mudando um pouco a intensidade do jogo mostrado principalmente na Neo Química Arena.

Fazer Lázaro dar certo. O treinador já comandou o time de forma interina e conseguiu bons resultados, mas nunca foi cobrado como treinador efetivo. Agora será. Ser filho de um ídolo do clube ajuda, ainda mais quando seu pai é Zé Maria, mas isso não é suficiente para mantê-lo no cargo se os resultados não aparecerem. Há quem diga que Lázaro ainda não está pronto para comandar um time do tamanho do Corinthians. Outros pensam que é hora de apostar. Uma coisa é certa: a diretoria vai deixar de gastar em relação à comissão passada. Lázaro não pode se apegar aos que já fez. Ele deixou seu trabalho na CBF e na seleção para tocar um time que conhece bem.

De imediato, a diretoria precisa renovar o empréstimo de Maycon. O volante de 25 anos nem jogou tanto assim na temporada passada porque ficou muito tempo machucado, mas ele é visto como peça importante no time e no elenco. O contrato do jogador é do Shakhtar. Maycon não quer voltar para a Ucrânia, país que ainda sofre com a ofensiva armada da Rússia. A Inglaterra pode ser um outro caminho. Nesses casos, a vontade do atleta pesa muito. Maycon tem forças para pedir e conseguir a renovação de seu contrato com o Corinthians.

O torcedor corintiano espera ver um time mais equilibrado. E, claro, que brigue por títulos. O único campeonato que o Corinthians sonhou em ganhar foi a Copa do Brasil. Fez a final com o Flamengo, mas sua missão era complicada. O time do então técnico Dorival Jr. estava voando e não deu a menor brecha para o rival paulista. A melhora da equipe passa pela boa temporada de alguns de seus jogadores, como Cássio, Gil, Renato Augusto, Róger Guedes e Yuri Alberto. Há outros como Du Queiroz, mas alguns desses podem ser envolvidos em negociações.

Ir bem na Copinha e no Paulistão tem sido um termômetro para o Corinthians nos últimos anos. Revelar garotos, como Breno Bidon, e valorizar a base, de modo a se valer desses meninos no time principal e ainda tentar emplacar alguma venda para a Europa é o único caminho para os times brasileiros, não somente para o Corinthians. O clube tem mostrado força nas categorias de base e também no Estadual. Seu começo de temporada tranquilo passa por essas duas competições de saída.

Arrecadar dinheiro é uma das tarefas mais difíceis dos clubes brasileiros e que não se renovam. O Corinthians vai mais uma vez correr atrás de patrocinadores dispostos a investir no time. A aparição na camisa ainda é o caminho mais ofertado. O Corinthians tem seis parceiros que compraram pedacinhos do uniforme. São eles: Neo Química, Banco BMG, Pixbet, Spani e Cartão de Todos. Há espaços vagos. No orçamento previsto para 2023, a receita vinda dos patrocinadores deve alcançar R$ 146 milhões, R$ 40 milhões a mais do que em 2022.

O Corinthians tem um outro caminho para ajustar suas finanças, ou parte delas: vender jogadores. O clube estima fazer receita de R$ 90 milhões com negócios envolvendo seu elenco. Entenda-se venda de atletas. Não diz respeito somente aos jogadores do time principal, mas também daqueles que estão voltando ao Parque São Jorge emprestados para outros clubes. O Corinthians reavalia todos eles, são mais de 15, e dá caminho para cada um. A maioria é repassada. Um ou outro fica. São atletas mais baratinhos, mas eles ajudam a chegar no valor orçado. Parte desse dinheiro está prestes a ser conseguido. Diz respeito ao repasse do lateral Lucas Piton ao Vasco por R$ 16,5 milhões.

Consolidar uma outra fonte de receita, o futebol feminino. O desafio é fazer com que o torcedor ‘compre’ o time feminino do Corinthians e lote o estádio em suas partidas. A modalidade tem uma boa expectativa em 2023 por causa da Copa do Mundo na Austrália e Nova Zelândia. A competição deve alavancar o interesse do torcedor. Mais dinheiro significa ter um clube mais saudável financeiramente e, assim, conseguir reforçar seu futebol. Futebol atrativo, masculino e feminino, aproxima a equipe de seus seguidores. Nessa engrenagem, o que tem faltado é gestão competente e transparente.

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