Anúncio da Gresini deixa 11 vagas em aberto na MotoGP para temporada 2023

Com a oficialização da renovação de Fabio Di Giannantonio e a chegada de Álex Márquez ao time de Nadia...

revistabaiacu - 28 de junho de 2022
Anúncio da Gresini deixa 11 vagas em aberto na MotoGP para temporada 2023



DO DOMÍNIO DE MARC MÁRQUEZ AO ZERO: A HONDA DE PONTA CABEÇA NA ALEMANHA

A Gresini encaixou mais duas peças no quebra-cabeça da MotoGP para a temporada 2023. A equipe chefiada por Nadia Padovani anunciou no domingo (26) que Álex Márquez e Fabio Di Giannantonio serão os titulares da equipe no próximo campeonato, levando para 11 o número de vagas oficialmente preenchidas na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

A bem da verdade, apenas dez vagas tiveram anúncios com pompa e circunstância. A 11ª é a de Johann Zarco. O francês ainda não foi oficializado na Pramac em 2023, mas a cúpula da Ducati já assegurou publicamente que o francês seguirá na equipe satélite, nas mesmas condições de que dispõem hoje.

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Nova dupla da Gresini para 2023: Fabio Di Giannantonio e Álex Márquez (Foto: Gresini)

CLASSIFICAÇÃO DA MOTOGP

Falando na casa de Bolonha, o time de fábrica já tem Francesco Bagnaia anunciado como titular até 2024, mas a vaga ao lado dele é alvo de disputa entre Enea Bastianini e Jorge Martín. Até o início do ano, o lugar seguramente iria para o espanhol, mas o italiano conseguiu embolar as coisas, mesmo usando uma GP21, a moto do ano passado.

Claudio Domenicali, diretor-executivo da Ducati, porém, entende que os dois não tiveram as mesmas oportunidades, já que a GP22, o protótipo deste ano, não iniciou o campeonato na melhor forma. Além disso, o espanhol passou parte de 2022 sofrendo com uma lesão. Por causa disso, a decisão foi adiada e só deve sair depois das férias.

Mesmo assim, a fábrica de Borgo Panigale garante: os dois ficam na Ducati, com salários iguais, motos iguais e contratos iguais. Quem não estiver na equipe de fábrica com Pecco, estará na Pramac com Zarco.

A terceira equipe satélite da marca italiana é a VR46. Os contratos de Luca Marini e Marco Bezzecchi também chegam ao fim em 2022, mas, até aqui, não há motivos para imaginar que os vínculos não serão renovados.

Do lado da Yamaha, Franco Morbidelli já começou o ano com contrato para 2023, uma sorte e tanto, uma vez que performance tem faltado. O ítalo-brasileiro não se entendeu com a nova YZR-M1 e não fosse o acordo alcançado quando da substituição de Maverick Viñales, talvez o piloto nascido em Roma tivesse mais problemas para se reposicionar no mercado.

Fabio Quartararo, por sua vez, demorou um pouco mais para renovar, mas conseguiu as garantias que queria da Yamaha e já assinou até 2024. Além de um reconhecimento salarial não só pelo título, mas pela atual superioridade em relação aos pares, o francês de Nice também queria a certeza de que os japoneses vão investir para ter uma moto mais forte no próximo ano.

Outro detalhe importante é que a Yamaha não terá equipe satélite em 2023. A RNF trocou os japoneses pela Aprilia, o que impacta diretamente Darryn Binder. O sul-africano hoje tem um contrato Yamaha de um ano mais um. Ou seja, o acordo é para 2022, mas tem a opção de ser renovado para 2023. Ainda que ele dê um imenso salto de performance quando voltar das férias, o time dos diapasões sequer tem como executar essa opção.

O caçula dos irmãos Binder, porém, ainda não foi descartado pela RNF, mas o fato é que a equipe de Razlan Razali passou a ser uma das mais atrativas do grid, justamente pelo bom momento da RS-GP. Depois de uma aproximação com a Gresini, Miguel Oliveira agora negocia para ser titular da equipe, que também tem Raúl Fernández entre os candidatos. Alguns boatos falam até mesmo na promoção de Celestino Vietti, líder da Moto2, mas o chefe da equipe á garantiu que os patrocinadores não fazem questão de um piloto italiano.

A equipe de fábrica da casa de Noale, porém, já está fechada: Aleix Espargaró segue ao lado de Maverick Viñales no próximo ano. Afinal, não há razão para mudar o que tem funcionado bem.

Na KTM, Brad Binder abriu o ano já garantido, com contrato até 2024 e, recentemente, viu os austríacos confirmarem a contratação de Jack Miller, que chega da Ducati para guiar pela terceira marca diferente na MotoGP.

Enea Bastianini aguarda decisão da Ducati (Foto: Gresini)

Do lado da equipe satélite, contudo, o cenário é muito mais complicado. Pit Beirer, chefão do time, já assumiu que a escalação de Raúl Fernández e Remy Gardner para a esquadra de Hervé Poncharal não deu certo. Ainda assim, o dirigente deixou a porta entreaberta para a sequência do australiano, apesar da relação difícil com o agente do filho de Wayne.

Raúl, porém, parece mais e mais distante da equipe. O mais cotado para o lugar dele é Pol Espargaró, que pode voltar para a equipe depois do naufrágio da aventura na Honda. Para o lugar dele, a marca japonesa tem Joan Mir como o mais cotado. Marc Márquez, apesar de todo o sofrimento dos últimos anos, tem contrato até 2024 e esperado de volta com ansiedade após a quarta cirurgia no braço direito.

O campeão de 2020 vinha encaminhando a renovação com a Suzuki e tinha decidido ficar na equipe, mas a decisão da casa de Hamamatsu de abandonar a classe rainha no fim do ano forçou o espanhol a procurar um novo endereço.

Assim como Mir, o destino de Álex Rins também passa pela Honda. O anúncio oficial ainda não veio, mas o espanhol já confirmou que é ele quem vai para o lugar de Álex Márquez na LCR. A vaga de Takaaki Nakagami, por sua vez, tampouco está segura.

O japonês é contratado diretamente pela HRC, mas a falta de resultados dos últimos anos levou a questionamentos sobre a continuidade deste vínculo. Ainda assim, a sequência não esta totalmente descartada. Ai Ogura, da Moto2, porém, também é um candidato.

Piloto mais velho do grid atual, Andrea Dovizioso é o mais cedo de deixar o grid. O italiano não conseguiu reencontrar a boa performance que marcou os últimos anos da passagem pela Ducati e deve deixar o Mundial para iniciar um projeto no motocross.

A MotoGP agora entra em férias e volta à ativa apenas no dia 7 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.

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