Balanço da Santa Sé tem déficit de 3 milhões de euros em 2021

No entanto, número foi melhor do que dados de 2020

revistabaiacu - 5 de agosto de 2022




A Secretaria para Economia do Vaticano divulgou nesta sexta-feira (5) que as contas da Santa Sé em 2021 tiveram um déficit de 3 milhões de euros em 2021.
    Apesar do número negativo, o valor mostra uma recuperação grande dos dados de 2020, quando o prejuízo foi de 63 milhões de euros, em muito por conta da pandemia de Covid-19. O documento divulgado nesta sexta, apenas o segundo na história, ainda informa que houve a inclusão de 92 entes analisados – eram 60 no ano passado.
    “Nós não buscamos um lucro, mas a sustentabilidade do serviço da Santa Sé. Um déficit de 3 milhões de euros em um orçamento de 1,1 bilhão de euros não é muito, está praticamente equilibrado e não parece que tal cifra vá causar muita preocupação”, explica o prefeito para Economia, padre Juan Antonio Guerrero Alves, em entrevista à mídia vaticana.
    “Mas, se quiser fazer uma análise mais detalhada, é perceptível ver que algumas áreas têm que melhorar. A primeira análise é de que de um déficit operacional de 62 milhões de euros, os bons resultados de 2021 mitigaram para deixar um déficit de 3 milhões de euros. E nós fizemos muitos passos na direção da transparência da tutela econômica da Santa Sé da sustentabilidade”, acrescentou ainda.
    Segundo Alves, porém, o “futuro ainda se apresenta como um período muito incerto” e é preciso enfrentar alguns problemas estruturais. Além disso, a questão da pandemia ainda deve continuar a pesar nas contas.
    “A saúde católica está atravessando um momento difícil na Itália. Temos dois hospitais incluídos no balanço da Santa Sé em 2021. Um é o Bambino Gesù. Com um preventivo maior do que aquele da Cúria, segue na direção certa e é um hospital economicamente saudável. Nos últimos anos, enfrentou bem a crise por causa da Covid-19. Já o outro, a Casa Sollievo della Sofferenza, precisa enfrentar a sua crise econômica e adotar medidas urgentes para não colocar em risco a sua sustentabilidade”, pontuou.
    Sobre os novos entes inseridos no balanço, conforme Alves, eles “permitiram registrar todos os ativos e passivos e obter um documento mais realista, em que podemos reconhecer todas as obrigações dos contratos da Santa Sé”. “Temos um mapa melhor dos nossos pontos de força e fraqueza”, finalizou. .