Conmebol define punição ao Boca Juniors, por racismo em jogo contra o Corinthians, na Argentina

Time argentino terá que pagar mais de R$ 500 mil e exibir mensagem de alerta contra injúrias raciais no...

revistabaiacu - 25 de junho de 2022
Conmebol define punição ao Boca Juniors, por racismo em jogo contra o Corinthians, na Argentina



A Conmebol definiu neste sábado (25) que o Boca Juniors-ARG receberá duas sanções pelos atos de racismos de torcedores durante o empate em 1 a 1 do clube argentino contra o Corinthians, na Bombonera, em Buenos Aires, no último dia 17 de maio.

Os xeneizes terão que pagar uma multa de 100 mil dólares (R$ 524,3 mi, na cotação atual) à entidade máxima do futebol sul-americano e também precisará existir uma mensagem de ‘basta ao racismo’ no telão do seu estádio no jogo de volta das oitavas de final da Libertadores, contra o próprio Timão, no próximo dia 5 de julho.

A punição frustra os corintianos, que esperavam que o Boca tivesse que mandar o jogo contra os alvinegros pelas oitavas de final da Liberta, com portões fechados ou, pelo menos, tendo alguns setores vetados, como prevê a atualização do Código Disciplinar da Conmebol, que aconteceu em maio deste ano, por conta do excesso de denúncias de racismo em jogos da Libertadores e Copa Sul-Americana.

A multa recebida pelo Boca Juniors é a máxima prevista pelo Código para equipes que têm registros de atos racistas entre torcedores, jogadores, membros da comissão técnica ou diretoria.

A diretoria do Corinthians havia encaminhado dois ofícios, através da CBF, pressionando por punições mais incisivas ao clube argentina, por conta da reincidência da equipe em casos de injúria racial.

No primeiro encontro do Timão contra o Boca, que aconteceu no dia 26 de abril, pela terceira rodada da fase de grupos da Liberta, o torcedor Leonardo Ponzo foi preso após ser flagrado imitando um macaco em direção a torcedores corintianos.

Ponzo foi detido ainda no estádio, levado à sede do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), em São Paulo, onde ficou isolado em uma sala, prestou depoimento e foi liberado após a sua fiança ser paga pelo Consulado Argentino na capital paulista, segundo informações colhidas pela reportagem. O Consulado nega que tenha feito o pagamento.