Um debate ao vivo na GloboNews acabou gerando repercussão nas redes sociais na noite de terça-feira, 12 de maio. Juliano Cazarré participou da conversa sobre masculinidade e, ao apresentar seu projeto “O Farol e a Forja”, foi confrontado pela psicanalista Vera Iaconelli.
Durante a discussão, o ator descreveu seu projeto como “o maior encontro de homens do Brasil” e afirmou que deseja promover a ideia de “homens que sirvam”. Ele discorreu sobre a transformação do papel masculino na sociedade, declarando: “O homem que não sabe resolver um problema é em si um problema”. No entanto, essa fala não passou despercebida.
Vera Iaconelli interveio de forma contundente, lembrando que a associação da figura masculina ao papel de proteção enfrenta uma dura realidade, principalmente considerando os altos índices de violência contra as mulheres. “É difícil pensar num homem que protege quando são os homens que nos atacam”, rebateu ela, levantando questões relevantes durante o debate.
Outros participantes, como o consultor Ismael dos Anjos, também manifestaram discordância em relação à posição de Cazarré. Ele criticou a noção de autoajuda masculina, pontuando que isso soa distante da realidade de grupos historicamente vulneráveis. “Essa noção de autoajuda masculina, principalmente para um grupo que já detém poderes, soa muito mal para quem está morrendo”, destacou.
O embate acalorado entre Cazarré e Iaconelli levanta questões importantes sobre masculinidade e os papéis de gênero na sociedade. A discussão deve continuar ecoando entre o público, que agora reflete sobre as declarações e suas implicações.
