Em discurso de fim de ano, Mattarella pede fim de guerra

Em discurso de fim de ano, Mattarella pede fim de guerra Confira!

Em discurso de fim de ano, Mattarella pede fim de guerra

Presidente falou sobre economia, protestos no mundo e Covid-19

Em discurso de fim de ano, Mattarella pede fim de guerra
Imagem: Reprodução | Divulgação



O presidente da Itália, Sergio Mattarella, fez seu tradicional discurso de fim de ano neste sábado (31) e pediu, entre outras coisas, o fim da guerra da Ucrânia.

“Se esse foi o ano da guerra, precisamos concentrar esforços para que 2023 seja o ano do fim das hostilidades, do silêncio das armas, do fim dessa desumana sede de sangue, de mortes, de sofrimento. A paz é parte fundamental da identidade europeia e, desde o início do conflito, a Europa a está buscando com justiça e na liberdade. O papa Francisco também exorta constantemente a paz”, afirmou.

O mandatário italiano ainda ressaltou que os graves danos provocados pela guerra “fazem com que a responsabilidade recaia inteiramente em quem agride e não em que defende ou ajuda a se defender”.

Mattarella ainda pediu que os jovens no mundo lutem contra obscurantismo e contra “formas de visão que fazem querer voltar na história”. “Os jovens do Irã testemunham isso com a sua coragem; as mulheres afegãs que lutam por sua liberdade também. Assim como os jovens russos que desafiam a repressão para dizer ‘não’ a guerra”, pontuou.

O líder italiano ainda classificou como “escolhas estratégicas claras” a união com a “Europa, Ocidente e todas as nossas alianças” O chefe de Estado italiano afirmou que, apesar da pandemia de Covid-19 ainda não ter “sido derrotada definitivamente”, a crise sanitária “deu ensinamentos que não podem ser esquecidos”.

“Nós entendemos que a ciência, as instituições civis, a solidariedade concreta são recursos preciosos de uma comunidade, e tanto mais eles são eficazes mais são capazes de se integrar, de apoiar cada caso. Quanto mais produzem, mais confiança e responsabilidade têm nas vidas das pessoas”, pontuou.

Política italiana

Mattarella também destacou em seu discurso que a democracia do país se mostrou “madura” em um ano que os cidadãos foram às urnas mais uma vez.

“A concretude da realidade convocou todos a responsabilidade. Solicita a todos que se apliquem em responder com urgência aos problemas. Essa consciência, no respeito à dialética entre maioria e oposição, induz a uma visão comum do nosso sistema democrático, ao respeito das regras que não podem ser desmontadas e do papel de todos na vida política da República. Esse é o espírito da Constituição “, pontuou.

O mandatário ainda falou sobre o fato da Itália ter sua primeira mulher como chefe de governo, a ultranacionalista Giorgia Meloni.

“O claro resultado eleitoral permitiu o nascimento veloz do novo governo, guiado, pela primeira vez, por uma mulher. Essa é uma novidade de grande significado social e cultural, que há tempo estava madura no país e que hoje virou realidade”, destacou.

O presidente italiano, que está em seu segundo mandato consecutivo, ainda pontuou que “no espaço de poucos anos, todas as forças políticas no Parlamento se alternaram no governo” e por isso pediu união.

“Amanhã, dia primeiro de janeiro, serão marcados 75 anos de aniversário que nossa Constituição entrou em vigor. Ela permanece como nossa bússola e o respeito a ela é nosso dever primário – incluindo o meu”, pontuou ainda.

Economia

O chefe de Estado ainda falou sobre questões econômicas do país com enfoque nos jovens e nas diferenças entre as regiões italianas.

Sobre o primeiro, classificou de “alarmante” a quantidade de pessoas jovens em dificuldades e lembrou que “a pobreza entre os menores, desde o início da crise global de 2008, já se quadruplicou”. Sobre o segundo, ressaltou que as diferenças ligadas a fatores “sociais, econômicos, organizacionais e sanitários criam injustiças e ferem o direito à igualdade”.

No entanto, destacou que a Itália conseguiu reagir à crise gerada pela pandemia e que houve “importante crescimento econômico” em 2021 e 2022. “Há razões concretas que nutrem a nossa esperança, mas é necessário ter um olhar no horizonte, uma visão de futuro.

Precisamos estar dentro de nosso tempo, não no passado, com inteligência e paixão. Pensemos nas novas tecnologias, nos resultados extraordinários da pesquisa científica, da medicina, das novas fronteiras no Espaço. Cenários impensáveis há poucos anos e agora na nossa frente”, pontuou.

“São desafios globais, sempre, porque a modernidade e sua contínua mudança são globais. Pensar em rejeitar a mudança, renunciar à modernidade não é apenas um erro, é também uma ilusão. A mudança vai acontecer, a inovação deve ser interpretada para melhorar as nossas condições de vida, mas não pode ser removida. O desafio é projetar o amanhã com coragem”, disse ainda.

Mattarella também pontuou que é preciso que o governo – italiano e de todo o mundo – coloque o planeta em segurança bem como o futuro da humanidade, o que significa “enfrentar concretamente a transição energética”.

“O complexo trabalho que é preciso fazer para passar de fontes tradicionais, poluentes e danosas para a energia renovável representa a nova fronteira dos nossos sistemas econômicos. Não é uma questão se sobre esse temas, e em particular pela afirmação de uma nova cultura ecologista, registramos a mobilização de tantos jovens”, pontuou ainda.

Sobre o tema, ainda reforçou que a Itália não pode “perder a oportunidade” de implementar o Plano Nacional de Retomada e Resiliência (PNRR) com o objetivo de “formar jovens para enfrentar a complexidade dos fenômenos globais”. .

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