Em meio a polêmicas, navio com 113 migrantes atraca na Itália

Em meio a polêmicas, navio com 113 migrantes atraca na Itália Confira!

Em meio a polêmicas, navio com 113 migrantes atraca na Itália

Centro-norte italiano questiona estratégia de Meloni

Em meio a polêmicas, navio com 113 migrantes atraca na Itália
Imagem: Reprodução | Divulgação



O navio Ocean Viking, da ONG SOS Mediterranée, atracou neste sábado (31) no porto de Ravenna, na região da Emilia-Romagna, com 113 pessoas resgatadas, incluindo 35 menores de idade, no Mar Mediterrâneo nos últimos dias.

    Como de praxe, foram feitas as inspeções sanitárias a bordo e os estrangeiros começaram a desembarcar para serem atendidos em uma estrutura montada para recebê-los, com cerca de 300 profissionais de saúde e funcionários públicos dos bombeiros e das forças de segurança. Também estão presentes integrantes da Cruz Vermelha.

    Segundo um dos médicos voluntários que está no local, Gianmaria Fiorentini, os relatos dos migrantes são horríveis.

    “Todas as mulheres foram violentadas sexualmente. Nos campos da Líbia, é isso que acontece, infelizmente, e todas elas vem dali”, disse à mídia.

    Sobre o estado de saúde, Fiorentini relatou que não há ninguém em “graves condições”, mas “parece que muitos estão com sarna ou tuberculose, doenças que não estamos mais acostumados a tratar na Itália”.

    No entanto, a estratégia do governo de ultradireita de Giorgia Meloni de mandar os navios das ONGs para portos fora das rotas migratórias, que ficam ao sul do território, obrigando as pessoas a permanecerem em navios por mais dias do que o necessário, voltou a ser questionada pelos políticos locais.

    Há semanas, o governo italiano tem feito isso, em mais um episódio da queda de braço com as ONGs humanitárias que resgatam pessoas em barcos à deriva no Mediterrâneo.

    “Ravenna nunca dirá ‘não’ a um navio endereçado ao nosso porto com vidas humanas a bordo e isso eu digo com muita clareza: enquanto eu for prefeito, nunca Ravenna vai se opor ao salvamento e a ser um porto seguro. Mas, esperamos que os ministros Piantedosi [Interior] e Salvini [Infraestrutura e Transportes] façam uma reunião em janeiro”, afirmou o prefeito local, Michele De Pascale.

    O líder municipal afirmou que foi um “esforço grandíssimo” para receber as pessoas com dignidade e que isso foi afetado pela própria confusão do governo Meloni.

    “Foram dadas duas ordens do Estado italiano. A primeira para eles irem para La Spezia e, cinco horas depois, mandaram vir para Ravenna. O motivo da mudança precisa ser esclarecido. Por que não falaram antes que portos como o de Ravenna poderiam acolher? Queremos saber o que o governo quer fazer com os portos do centro-norte”, afirmou ainda. .

+Os melhores conteúdos no seu e-mail gratuitamente. Escolha a sua Newsletter favorita do Terra. Clique aqui!

Todos os Direitos Reservados
Developed By Old SchooL