Em sessão tensa, Câmara da Itália aprova decreto contra raves

Em sessão tensa, Câmara da Itália aprova decreto contra raves Confira!

Em sessão tensa, Câmara da Itália aprova decreto contra raves

Texto inclui série de medidas reduzindo regras anti-Covid

Em sessão tensa, Câmara da Itália aprova decreto contra raves
Imagem: Reprodução | Divulgação



Em uma sessão tensa, marcada inclusive por insultos, a Câmara dos Deputados da Itália aprovou nesta sexta-feira (30) o decreto-lei contra as raves com 183 votos a favor, 116 contrários e uma abstenção.

    Para além das críticas da oposição contra o presidente da Casa, Lorenzo Fontana, que ativou um mecanismo chamado de “guilhotina” e barrou todas as tentativas de obstrução ao texto, cerca de 50 deputados da base aliada de Giorgia Meloni também não comparecerem ao plenário.

    A medida drástica de Fontana é tomada quando o prazo para a aprovação de um texto está para vencer, mesmo sem o fim da análise ordinária dos parlamentares, e para fazer com que ele tramite dentro dos prazos constitucionais.

    Essa foi apenas a segunda vez na história republicana que a “guilhotina” foi adotada, sendo a primeira em 2014 durante uma votação sobre questões econômicas.

    Apesar de focar nas festas com música em áreas invadidas, o DL tem uma série de medidas que nada tem a ver com o assunto, como a reintegração de médicos antivacina e a suspensão das multas aplicadas nas pessoas com mais de 50 anos que se negaram a vacinar contra a Covid-19.

    Além disso, retira a obrigatoriedade de realizar um teste (seja rápido ou molecular) para detectar a doença assim que aparecem os primeiros sintomas e de fazer um exame do mesmo tipo após os cinco dias de isolamento ao testar positivo.

    O autoisolamento para quem tem contato próximo com alguém com a doença caiu de 10 para cinco dias, sem necessidade de teste, e foi revogada a necessidade de ter um exame ou o comprovante de vacinação para entrar em estruturas residenciais e socioassistenciais de idosos e pessoas vulneráveis.

    Também caiu a obrigatoriedade de teste rápido para ir a um hospital ou pronto socorro como acompanhante.

    A questão sanitária foi um dos motivos usados pelo presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais da Câmara, o deputado Nazario Pagano, do Força Itália (FI), para não comparecer ao plenário.

    “Não participei da votação sobre o ‘dl rave’ não porque não compartilho com o conteúdo, mas porque no artigo 7 há uma coisa grave. Uma norma que não compartilho que é a revogação da suspensão da atividade profissional dos chamados ‘médicos no vax'”, afirmou após a decisão.

    Já um dos principais expoentes do opositor Partido Democrático (PD), Nicola Zingaretti, afirmou que “infelizmente a Itália não está sendo governada e tudo está uma confusão total”.

    “Quero lembrar a premiê Meloni que se há um erro em um texto de lei, isso pode acontecer e se corrige, mas se você erra na estratégia contra um vírus, morrem seres humanos. Sobre essas coisas não se pode brincar”, afirmou o deputado e ex-governador de Lazio. .

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