Equipes F1 2022: Haas, em busca do meio do pelotão

Equipes F1 2022: Haas, em busca do meio do pelotão Confira!

Equipes F1 2022: Haas, em busca do meio do pelotão

Embora os americanos ainda estejam no fim do pelotão da F1, 2022 foi um ano em que a Haas deu sinais de que pode voltar ao meio do grid

Equipes F1 2022: Haas, em busca do meio do pelotão
Imagem: Reprodução | Divulgação



Carro: Haas VF-22

Posição no Campeonato de Construtores: 8º lugar – 37 pontos

Posição no Campeonato de Pilotos: Kevin Magnussen (13º lugar – 25 pontos) e Mick Schumacher (16º andar – 12 pontos)

Se teve uma equipe que não pode reclamar de marasmo este ano, esta foi a Haas. Os americanos podem não ter tido muitos pontos no Campeonato, porém ocupou bastante espaço na imprensa…

Primeiro, a equipe chamou a atenção pela decisão de ter estreitado mais ainda os laços com a Ferrari. Desde o início, a Haas optou por ter uma relação “muito próxima” com os italianos, comprando deles o máximo do que o regulamento permitia. Para 2022, a Haas iniciou um outro passo: o seu departamento técnico funciona dentro de Maranello.

Mas como se deu isso? Por conta do teto de gastos, a Ferrari teria que fazer uma redução de pessoal. Além de iniciar o projeto do hipercarro para Le Mans, os italianos montaram uma célula de prestação de serviços de engenharia de automobilismo. E quem era a única cliente?

Muito se levantou da Haas ser uma “Ferrari branca”, o que não aconteceu de fato, embora muitas reclamações tenham aparecido e a FIA foi bater ponto em Maranello. A Haas optou por esticar mais ainda um modelo multibase: a administração fica nos EUA; operação na Inglaterra e a construção e desenho do carro ficam na Itália (a Dallara ainda segue responsável pela fabricação).

Quando o VF-22 foi apresentado de fato (inicialmente vieram aquelas renderizações padrão), foi o primeiro carro que deu a visão do que seriam os carros do novo regulamento. E a equipe comandada por Simone Resta optou por um carro bem convencional. A Haas optou por um modelo bem convencional e desde o início declarou que o objetivo era entendê-lo bastante antes de se lançar em grandes desenvolvimentos.

Inicialmente, a dupla seria a mesma de 2021. Mick Schumacher e Nikita Mazepin iriam para o segundo ano com o time. Mais uma vez, a expectativa era de que o alemão bateria mais uma vez seu companheiro de equipe, que era visto basicamente como aquele que trazia o dinheiro para a brincadeira.

Porém, houve a invasão russa à Ucrânia em fevereiro, no meio da pré-temporada em Barcelona. A Haas simplesmente teve que tomar ações rápidas diante das sanções impostas pelos países ocidentais e praticamente de um dia para o outro teve que mudar toda a sua identidade visual, baseada na Uralkali, e buscar um novo piloto.

Pietro Fittipaldi, reserva do time, até foi considerado e andou em um dos dias. Mas a escolha final repousou sobre um velho conhecido de Gunther Steiner: Kevin Magnussen, que estava se preparando para se juntar à Peugeot em seu retorno ao WEC.

Qual não foi a surpresa de todos ao ver o dinamarquês chegando em 5º lugar no Bahrein? Ele mal havia andado com o carro, porém mostrava que o projeto tinha valor e que a Ferrari tinha feito um ótimo trabalho em relação aos motores. Isso motivou uma série de reclamações (falamos aqui).

Só que o bom desempenho não foi mantido. A equipe mais uma vez tropeçou em estratégias ruins, pneus que se desgastavam depressa e alguns caminhos equivocados de acerto. O time mais uma vez optou por não atualizar pesadamente o carro, trazendo um pacote grande na Hungria. O carro mostrou potencial em algumas vezes, porém foi ficando para trás. Mas em relação a anos anteriores, houve um claro progresso. Principalmente conduzido por Kevin Magnussen.

Se esperava mais de Mick Schumacher e ele sabia disso. Tanto que algumas vezes parecia querer andar mais do que o carro e se envolveu em acidentes grandes na Arabia Saudita e em Monaco. Tanto que acabou ganhando o título de piloto que mais deu prejuízo no ano. Porém a situação melhorou um pouco na segunda metade do ano, com seus primeiros pontos vindo em Silverstone.

A pressão saiu dos ombros, porém Magnussen acabou por ser o líder do time. Isto acabou por ser determinante na decisão ao fim do ano de não renovar o contrato com o alemão. Para o seu lugar, virá Nico Hulkemberg. Entretanto, Mick passará a ser piloto reserva da Mercedes e poderá se preparar para – quem sabe? – voltar ao posto de titular em 2024.

O grande ponto alto veio com o dinamarquês em Interlagos. Na classificação para a Sprint Race, em um raro aproveitamento de oportunidade, Magnussen conseguiu a primeira posição. Foi uma comemoração sincera por parte do time e uma alegria genuína pelo paddock e nas arquibancadas.

Embora não tenha se revertido tanto em resultados, 2022 foi um grande passo em frente da Haas. O grande objetivo é retomar o lugar onde chegou em 2018, quando o time terminou na 5ª colocação nos Construtores. Para 2023, o time terá uma dupla experiente, novos patrocinadores e uma base técnica mais firme.

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