Funcionários do Google falam em possível demissão em massa

Funcionários do Google falam em possível demissão em massa Confira!

Funcionários do Google falam em possível demissão em massa

Desde que empresas como Meta, Amazon e Twitter reduziram drasticamente suas equipes, uma ansiedade se instaurou entre os funcionários do Google

Funcionários do Google falam em possível demissão em massa
Imagem: Reprodução | Divulgação



Após um ano de baixas para o mercado tecnológico, funcionários do Google na Suíça enviaram uma carta ao vice-presidente de Recursos Humanos da empresa, destacando suas preocupações. Segundo a carta, desde que empresas como Meta, Amazon e Twitter reduziram drasticamente suas equipes, uma ansiedade se instaurou entre os funcionários do gigante de tecnologia.

O documento ainda ressalta como alguns funcionários estão interpretando recentes decisões administrativas do Google como avisos de que demissões mais amplas podem estar cada vez mais perto de se tornarem realidade. A carta foi obtida pelo portal The New York Times, que conversou com 14 funcionários atuais e antigos da empresa.

Diferente das outras grandes companhias da área tecnológica, o Google evitou cortes de emprego em grande escala. Segundo o analista da Evercore ISI, Mark Mahaney, ainda assim os investidores estão pressionando a empresa a adotar medidas mais “agressivas” para defender seus lucros.

Mesmo com o faturamento de dezenas de bilhões de dólares neste ano, a Alphabet anunciou que o lucro do Google caiu 27% no terceiro trimestre, em comparação com o ano anterior — equivalente a US$ 13,9 bilhões (R$ 73,4 bilhões). Dessa maneira, nos últimos meses, o Google passou a adotar medidas para reduzir custos.

Dentre as mudanças, estão: a adoção de um programa de agilização das operações, cancelamento de projetos e a redução do financiamento da Área 120, sua incubadora interna de produtos. Em setembro, a empresa encerrou um projeto com quase 80 funcionários, em que 14 trabalhadores perderam seus empregos.

Segundo informações obtidas pelo The Times, um representante do RH da empresa disse a um funcionário que a possibilidade de demissões mais amplas durante o ano novo estava sendo revisada. O Google havia anunciado que a prioridade era diminuir custos em imóveis, viagens e benefícios, deixando as demissões por último.

Em outra conversa privada entre funcionários, foi revelado que a empresa planeja fechar um pequeno escritório em Farmington Hills, Michigan, um subúrbio de Detroit, no próximo mês. Conforme anunciou a empresa, as reorganizações não visam diminuir a força de trabalho, mas algumas equipes podem eliminar funções à medida que a reavalia suas prioridades.

Em maio, o Google instalou um novo sistema de avaliação de desempenho dos funcionários, o Googler Reviews and Development. Uma das principais preocupações dos trabalhadores que escreveram a carta é do Google usar a ferramenta para acelerar os cortes.

Segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto, o sistema avalia os 2% com menor desempenho sejam classificados como tendo um “impacto insuficiente”. Outros 4% são considerados com tendo “impacto moderado”. As preocupações são de que esses 6%, cerca de 11 mil pessoas, poderiam ser demitidos.

O novo sistema agora possui duas categorias para funcionários com atuação abaixo do desejado, contra apenas uma na versão anterior — o que levaria um grupo maior de trabalhadores na base. Além disso, a adesão do programa não foi bem-sucedida, com gerentes e funcionários confusos sobre seu funcionamento.

A empresa disse que espera que os trabalhadores se sintam mais confortáveis com a ferramenta ao longo do tempo e acrescentou que possui uma política de não surpresas — o que significa que os funcionários saberiam com antecedência se seu desempenho estava cumprindo as expectativas.

O Google também explicou que, antes de atribuir as duas classificações mais baixas, os gerentes devem notificar as suas equipes em reuniões de “check-in de suporte” e que os funcionários teriam indicações se seu superior quisesse adotar o plano de “melhoria de desempenho”, em que o funcionário tem até 60 dias para manter seu emprego.

O The Times pediu que o Google comentasse sobre a ansiedade dos funcionários, mas não obteve resposta. O atual CEO, Sundar Pichai, disse em outubro que a empresa “se concentraria em um conjunto claro de prioridades de produtos e negócios”. Pichai também disse que iria desacelerar as contratações e “moderar” o crescimento de suas despesas.

Fonte: The New York Times

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