Ganassi contra o mundo: como chegam as equipes para a edição 2022 da Indy 500

Depois de colocar todos os carros no Fast 12 e quatro no Fast Six, a Ganassi desponta como a...

revistabaiacu - 26 de maio de 2022
Ganassi contra o mundo: como chegam as equipes para a edição 2022 da Indy 500



FÓRMULA INDY: HERTA DÁ SHOW NA PISTA MOLHADA E GANHA CONFIANÇA ANTES DA INDY 500

A classificação para a 106ª edição das 500 Milhas de Indianápolis não deixou dúvidas: a Ganassi é a equipe a ser batida na atual edição. Colocando todos os cinco carros na briga pela pole-position no Fast 12, com quatro avançando para o Fast Six (seriam cinco se Jimmie Johnson não tivesse errado), a Ganassi mostrou que tinha disparadamente o melhor acerto.

Scott Dixon aproveitou o cenário favorável para conquistar sua incrível quinta pole na carreira na Indy 500, e disse que vai largar no “lugar certo” em busca da segunda vitória. Ao seu lado, larga o jovem campeão da categoria, o espanhol Álex Palou, que passou muito perto de vencer a corrida no ano passado, mas acabou sendo superado pela experiência de Helio Castroneves.

Marcus Ericsson sai na quinta colocação, o brasileiro Tony Kanaan é o sexto e Jimmie Johnson o 12º. Pelo desempenho apresentado, é possível afirmar que todos os cinco carros do time chegam com chances reais de vitória no mítico oval.

Scott Dixon celebra pole da Indy 500 (Foto: IndyCar)

Mas o time de Chip Ganassi não se destacou só nas voltas rápidas. Dixon e seus companheiros andaram na frente durante boa parte dos treinos inclusive nas simulações de corrida. Os números mostram que em mais de 60% das vezes o campeão da prova largou entre os seis primeiros. Depois de vencer a prova três vezes entre 2008 e 2012, parece que chegou a hora da equipe quebrar o jejum de nove anos sem vitória no Brickyard.

Intrusa nos seis primeiros, a Carpenter pode ser a principal desafiante da Ganassi. Ed Carpenter mais uma vez andou bem na classificação e sai em quarto, atrás do promissor companheiro de equipe Rinus VeeKay, que elogiou o trabalho feito na classificação, com “todas escolhas certas”. Conor Daly não conseguiu ter o mesmo desempenho, mas sabe que tem um carro com potencial largando em 18º.

Quem também deve se juntar na briga pela vitória é a McLaren. Ainda que o desempenho no segundo dia da classificação não tenha repetido o de sábado, a equipe de Zak Brown conseguiu colocar Pato O’Ward e Felix Rosenqvist na sétima e oitava colocação, respectivamente. O mexicano é um dos grandes talentos jovens da categoria e, depois de chegar em quarto em 2021, tem uma máquina ainda melhor para sua terceira participação com a McLaren.

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Rinus VeeKay vai largar em 3º na Indy 500 (Foto: IndyCar)

Melhor equipe da temporada de 2022 da Indy, a Penske parece correr por fora na 106ª edição das 500 Milhas de Indianápolis. O atual líder do campeonato, Will Power, larga na 11ª posição, enquanto Josef Newgarden e Scott McLaughlin saem apenas na 14ª e 26ª colocação, respectivamente. Por mais que a equipe não tenha dado sinais animadores, não podemos descartar a maior vencedora da história da prova, com 18 conquistas, da briga.

A Dale Coyne pode ser a grande surpresa das 500 Milhas de Indianápolis deste ano. Takuma Sato lidereou três treinos ao longo da semana, e não se pode descartar o bicampeão, que vai largar em 10º. O desempenho de seu companheiro de equipe, o novato David Malukas, que sai em 13º, traz esperanças para uma possível primeira vitória da Dale Coyne no Brickyard.

Takuma Sato liderou a Fast Friday da Indy 500 (Foto: Joe Skibinski/Indycar)

Já a Andretti desponta como forte candidata a ser a grande decepção. A equipe de Michael sofreu para encontrar o melhor acerto para o carro. Romain Grosjean larga na 9ª posição, mas todos os outros quatro carros saem da 20ª posição para trás. Segunda maior vencedora da prova com 6 triunfos, a Andretti parece destinada a um papel de coadjuvante em 2022.

Se a Andretti sofre, sua parceira técnica, a Meyer Shank, também enfrenta problemas. Atual campeão e recordista de vitórias na Indy 500, o brasileiro Helio Castroneves rotulou sua classificação como “terrível” após terminar em 27º. Por mais que seu companheiro de equipe, o francês Simon Pagenaud, veja o carro bem acertado, a equipe terá uma montanha maior para escalar se quiser repetir o desempenho de 2021.

Helio Castroneves teve problemas na classificação da Indy 500 (Foto: IndyCar)

Fechando o grid, a Rahal Letterman e a Foyt, duas equipes tradicionais e que já venceram as 500 Milhas de Indianápolis, devem andar no fundo do grid. Graham Rahal aparece como a maior esperança da RLL, enquanto o veterano JR Hildebrand surge como destaque da Foyt, e segue em busca de redenção após bater na última curva da Indy 500 de 2011.

A Dreyer & Reinbold volta ao grid com dois pilotos com bons históricos em ovais: Sage Karam e Santino Ferrucci, mas não parece em condições de surpreender após o desempenho apresentado nos treinos. Callum Ilott vai carregar a Juncos Hollinger em busca do prêmio de melhor novato, enquanto a DragonSpeed aparece apenas para completar o grid com Stefan Wilson, após sequer conseguir colocar o carro na pista para a classificação.

A 106ª edição das 500 Milhas de Indianápolis acontece neste domingo, 29 de maio, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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