Música, gatos e cerveja: o outro lado de Bento XVI

Música, gatos e cerveja: o outro lado de Bento XVI Confira!

Música, gatos e cerveja: o outro lado de Bento XVI

Ratzinger amava se sentar ao piano

Música, gatos e cerveja: o outro lado de Bento XVI
Imagem: Reprodução | Divulgação



Por Manuela Tulli – Um papa sentado ao piano com um de seus gatos. Com fama de rígido e pouco carismático, Bento XVI também era um pontífice que sabia aproveitar a beleza da vida através da arte, da natureza e da afeição pelos animais.

A música clássica foi sua paixão desde a infância, transmitida pelos pais e pelo irmão mais velho, Georg Ratzinger (1924-2020), que também foi sacerdote. Mozart era seu preferido, mas Bento XVI também gostava de Bach e Beethoven.

“Olhando minha vida em retrospectiva, agradeço a Deus por ter colocado a música quase como companheira de viagem, algo que sempre me ofereceu conforto e alegria”, disse Ratzinger em abril de 2007, por ocasião de seu 80º aniversário, em cerimônia com a participação da Orquestra Radiofônica de Stuttgart.

A música, segundo Bento XVI, também era uma forma de conexão com a religião. “Mozart exprime com a universalidade da música aquilo que as palavras não podem manifestar, isto é, Jesus que encarna e se faz homem” disse certa vez.

Georg, seu irmão mais velho, foi diretor do coral da Catedral de Regensburg, na Alemanha, durante 30 anos e dizia que a família inteira amava a música. “Inclusive meu irmão, e talvez eu o tenha contagiado”, afirmava o sacerdote.

Por trás de um papa estudioso, também se escondia um amante da natureza e dos animais, principalmente dos gatos. “Cada vez que encontrava um gato, falava com ele, às vezes por bastante tempo. E o gato, fascinado, o seguia”, contou em 2005 o cardeal Tarcisio Bertone.

“Uma vez, levou atrás de si uma dezena de gatos até o Vaticano. Os guardas suíços falaram: ‘Olha, eminência, os gatos estão invadindo a Santa Sé'”, acrescentou.

O coração de Bento XVI também reservava espaço para a Baviera, sua terra natal, com o folclore, a cerveja e as pessoas de quem tanto gostava e que eram presença frequente no Vaticano.

Quando completou 90 anos, já como papa emérito, Bento XVI recebeu uma delegação bávara no Mosteiro Mater Ecclesiae e foi fotografado com copos de cerveja na mão, assim como já havia ocorrido em outros aniversários.

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