"O mundo não vai acabar em 1º de janeiro", diz Bolsonaro ao pedir 'inteligência' a seguidores

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“O mundo não vai acabar em 1º de janeiro”, diz Bolsonaro ao pedir ‘inteligência’ a seguidores

A dois dias do fim de seu mandado, presidente fez live com balanço de seu governo

“O mundo não vai acabar em 1º de janeiro”, diz Bolsonaro ao pedir ‘inteligência’ a seguidores
Imagem: Reprodução | Divulgação



No fim do seu mandato, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma live, depois de semanas longe das transmissões ao vivo, por meio de suas redes sociais, onde fez um balanço dos quatro anos de sua gestão.

Entre críticas a imprensa e defesas de suas decisões à frente do poder Executivo, o presidente afirmou que “o mundo não vai acabar em 1º de janeiro” ao pedir ‘inteligência’ a seus seguidores.

“Creio no patriotismo de vocês, na inteligência de vocês. Sei o que passaram ao longo desses dois meses de protesto, sol e chuva. Sabemos perfeitamente. Isso não é nada que vai ficar perdido. Imagens foram pra fora do Brasil. Aqui dentro despertou na cabeça de milhões de pessoas a estudar por que tivemos essas manifestações pelo Brasil. O pessoal passou a entender melhor o que é a política brasileira. Passou para muita gente a preocupação com o voto de cada um. O voto é importantíssimo, a gente não nega isso. E ess amassa que foi pra frente dos quarteis foram falar o que lá? ‘Socorro’, ‘queremos transparência’, ‘queremos liberdade e respeito à Constituição’, ‘queremos um país que possamos orgulhar dele’. Estão lutando até por aqueles que nos oprimem e pela imprensa brasileira”, disse.

O presidente também voltou a atacar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), retomando o caso da suposta falta de isonomia em inserções de propaganda eleitoral nas rádios. Bolsonaro também afirmou que buscou dentro das 4 linhas alternativas para que posse do Lula não acontecesse.

“Está prevista a posse agora dia 1º de janeiro. Eu busquei dentro das quatro linhas, dentro das leis, respeitando a constituição, saída para isso. Se tinha alternativa pra isso, tudo dentro das quatro linhas, e sei que muita gente me critica quando falo quatro linhas, eu não sai ao longo do mandato das quatro linhas, porque ou vivemos uma democracia ou não vivemos. Ninguém quer uma aventura. Agora, dentro das quatro linhas precisa ter apoio”, disse.

O presidente também se esquivou de envolvimento das manifestações antidemocráticas de seus seguidores, que buscam, em frente a quartéis, um golpe de Estado.

“O que houve no Brasil foi manifestação do povo, e não tinha liderança, não tinha ninguém coordenando. O protesto pacífico, ordeiro, seguindo a lei, tem que ser respeitado – contra ou a favor quem quer que seja. Aqui em Brasília, via manifestações violentas por parte da esquerda, os black blocks, marchas, MST invadindo prédios em Brasília, nunca isso foi taxado de atos antidemocráticos. Tudo feito pela esquerda é bacana”, afirmou.

Bolsonaro também afirmou que trabalhou de ‘domingo a domingo’ e afirmou que irá fazer oposição governo eleito.

“O quadro que temos na frente agora em janeiro não é bom. Não é por isso que vamos jogar a toalha, deixar de fazer oposição, deixiar de criticar, deixar de conversar com seus vizinhos, agora com muito mais propriedade e conhecimento. O que queremos? Vou dizer que fui o melhor presidente do mundo? Não, mas dei o meu sangue ao longo desses quatro anos. Aqui ao lado tem uma piscina, se eu entrei 20 vezes lá foi muito; se eu participei de 10 churrasquinhos, foi muito. Trabalhei de domingo a domingo. Não estou reclamando. Foi um trabalho voluntário ser candidato à Presidência. Não vamos acreditar que o mundo vai acabar em 1º de janeiro. ‘Vamos pro tudo ou nada’, não. Vamos mostrar que somos diferentes do outro lado.”

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