O que levou o papa Bento XVI a renunciar?

O que levou o papa Bento XVI a renunciar? Confira!

O que levou o papa Bento XVI a renunciar?

Em 2013, o papa chocou o mundo com o anúncio feito em uma reunião rotineira em Roma

O que levou o papa Bento XVI a renunciar?
Imagem: Reprodução | Divulgação



Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, faleceu neste sábado, 31, aos 95 anos. O pontífice foi o primeiro da história da Igreja a renunciar por falta de “ânimo”.

Em 2013, Bento surpreendeu o mundo quando fez o anúncio de que renunciaria, durante uma reunião de rotina com os cardeais presentes em Roma. Alguns papas chegaram a cogitar uma renúncia, como Paulo VI e João Paulo II, por motivos de saúde, mas não o fizeram. 

Na época, aos 85 anos, Bento XVI afirmou que o motivo para deixar o cargo era a falta forças na mente e no corpo: “No mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor, seja do corpo, seja do ânimo, vigor que, nos últimos meses, em mim diminuiu, de modo tal a ter que reconhecer minha incapacidade de administrar bem o ministério a mim confiado.”

O papa afirmou que tomou a decisão de renunciar após uma viagem feita ao México, em março de 2012. Na ocasião, Bento sofreu uma queda e sentiu o peso da idade em um voo intercontinental. Nesse momento, ele percebeu que não seria capaz de cumprir a agenda prevista para o ano seguinte, com uma viagem ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude.

Na época, a Igreja Católica passava por um momento delicado. Uma série de vazamentos de documentos do Vaticano, que ficou conhecido como “Vatileaks”, expuseram uma série de problemas de como a Sé conduzia casos de corrupção e condutas sexuais contrárias aos ensinamentos da própria Igreja Católica.

Ao jornalista e autor da biografia oficial do papa, intitulada O Último Testamento, Bento afirmou que não deixaria o cargo em um momento conturbado. Para o pontífice, os problemas ligados ao “Vatileaks” estavam solucionados.

Feito emérito, Bento continuou a usar branco, cor reservada aos papas, mas renunciou a vida aos holofotes, vivendo de forma reclusa no Vaticano, adotando um estilo de vida simples, com raras aparições públicas e textos teológicos.

Ao renunciar, ele prometeu obediência ao seu sucessor. O papa Francisco foi eleito em 13 de março de 2013. O secretário particular de Bento 16, Dom Georg Gänswein, afirmou em um evento em Roma, em 2016, que a renúncia potencializou o cargo.

“Com um ato de extraordinária audácia, ele renovou o ofício papal, e com um último esforço o potencializou.”

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