Por que orçamento de US$ 25 bilhões da Nasa para 2023 ainda será pouco

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Por que orçamento de US$ 25 bilhões da Nasa para 2023 ainda será pouco

Nasa já está atrasada em seu plano de encontrar 90% dos objetos com cerca de 140 metros de diâmetro que estão no espaço

Por que orçamento de US$ 25 bilhões da Nasa para 2023 ainda será pouco
Imagem: Reprodução | Divulgação



O Congresso americano aprovou o orçamento de US$ 25,384 bilhões (cerca de R$ 132 bilhões) para projetos da Nasa. O valor inclui o financiamento total para um segundo módulo de pouso lunar do programa Artemis, para além da atual nave Starship, da SpaceX.

O montante ainda é menor do que os quase US$ 26 bilhões pedidos pela Casa Branca em março deste ano. No entanto, em comparação ao ano passado, levando em conta as taxas de inflação atuais, a agência tem menos dólares para trabalhar. 

Quando pensamos no valor total, a Nasa recebeu apenas 5,6% a mais do que os US$ 24,041 bilhões recebidos no ano fiscal de 2022. 

Segundo a SpaceNews, a ciência em geral nos Estados Unidos recebe US$ 7,795 bilhões (R$ 411 bilhões), sendo esse valor cerca de US$ 200 milhões (R$ 1,54 bilhão) abaixo do que é solicitado. 

Dentro desse bolo, as ciências planetária e heliofísica recebem um pouco mais que o solicitado, enquanto a astrofísica, as ciências da Terra, biológicas e físicas sofrem cortes.

O novo telescópio espacial Near Earth Object Surveyor (NEOCam), porém, recebeu US$ 90 milhões, mais que o dobro pedido pela Nasa, num esforço de que ele chegue o mais rápido possível ao espaço. O Congresso já tinha expressado preocupações sobre um possível adiamento do lançamento dele para 2028.

A apreensão vem do fato de que a Nasa está atrasada em seu plano de encontrar 90% dos objetos com cerca de 140 metros de diâmetro que estão no espaço. Segundo a agência, o dinheiro extra recebido não é suficiente para lançar o telescópio em 2026, como estava previsto. 

Duas equipes principais tinham se inscrito para oferecer Serviços de Pouso Humano para a Lua na última solicitação para o projeto do módulo lunar, em 6 de dezembro deste ano. A Blue Origin, de Jeff Bezos, lidera a candidatura, que também inclui empresas como a Lockheed Martin, Draper, Boeing, Astrobotic e Honeybee Robotics. 

A necessidade de uma outra empresa para realizar esse tipo de serviços surgiu após o conturbado processo de licitação do projeto HLS (Harmonized Landsat Sentinel-2, em inglês), de monitoramento da Terra via coleta de dados por satélites. A seleção da SpaceX como única responsável deu origem a protestos e um processo anulado.

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