Preservação da Amazônia passa por inclusão política da região, defende documento

Preservação da Amazônia passa por inclusão política da região, defende documento Confira!

Preservação da Amazônia passa por inclusão política da região, defende documento

Propostas para a região amazônica nos primeiros 100 dias de governo são apresentadas em evento realizado no 'Estadão'

Preservação da Amazônia passa por inclusão política da região, defende documento
Imagem: Reprodução | Divulgação



A preservação da floresta Amazônica passa por uma revisão dos modelos de governança, da maneira como lidar com a segurança e pela inclusão política das populações da região. Esses são alguns dos pontos defendidos no documento “100 primeiros dias de governo: propostas para uma agenda integrada das Amazônias”, apresentado nesta quarta-feira, 26. As propostas trazem ações concretas a serem tomadas nos 100 primeiros dias de gestão dos executivos federal e estadual, além do Congresso Nacional.

As propostas levantadas pelo documento são uma iniciativa da rede Uma Concertação Pela Amazônia e estão sendo apresentadas no Fórum Estadão Think “Amazônia é a solução”, realizado em parceria com Estadão e Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS).

Diferentes especialistas, políticos e lideranças da região participam do evento com o intuito de trazer propostas para a região amazônica, com foco na preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e inclusão política das populações da região.

“A bola para construir esse desenvolvimento (sustentável) para todos os países do hemisfério Sul está com o Brasil”, defendeu Roberto Waack, presidente do conselho do Instituto Arapyaú e cofundador do Uma Concertação Pela Amazônia.

Durante o evento, especialistas defenderam a importância da utilização de dados e da compreensão das especificidades da região para a implantação de programas que tragam melhorias nos setores de educação, saúde e segurança. “O mundo ainda nos olha por satélites e não consegue enxergar nossas vidas”, afirmou a líder indígena do povo Witoto, Vanda Witoto, ao mencionar a necessidade do diálogo com as populações da região.

“De modo geral, o governo federal sempre teve atuação tímida na Amazônia”, disse Binho Marques, ex-secretário de Educação do Acre, ao citar a implementação de projetos utilizados em outras regiões do País, que não dialogam com as características específicas dos Estados que compõem a Amazônia legal.

Segundo a ex-Procuradora Geral da República Rachel Dodge, o desenvolvimento e combate ao crime na região amazônica passa pela priorização de políticas públicas ligadas aos direitos civis. “O que se passa na Amazônia hoje é uma reprodução de muitos dos males que acontecem desde o início da República”, defendeu, ao mencionar a necessidade de dar recursos para as populações daqueles Estados se desenvolverem de maneira sustentável.

A implementação dessas políticas públicas e de governança passam por mudanças no modelo de governança entre os Estados da região, mencionou o ex-governador do Maranhão e senador eleito Flávio Dino (PSB). “A carência da esfera federal é muito danosa”, disse, em referência às políticas públicas mais recentes referentes à Amazônia.

Para a ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, as propostas para desenvolvimento da região devem levar em conta a importância das questões climáticas com diferentes temas políticos e econômicos e a necessidade de implementação de políticas de longo prazo. “Como instituir políticas públicas que não estejam expostas a uma erosão institucional”, questionou, mencionando as recentes regressões no desenvolvimento ambiental na região.

No dia sete de novembro, a Concertação pela Amazônia irá promover um encontro para colher comentários sobre o documento, que será lançado internacionalmente na 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 27), que ocorre no Egito no mesmo mês.

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