Relembre frases icônicas que acompanharam a vida e a carreira Pelé

Relembre frases icônicas que acompanharam a vida e a carreira Pelé Confira!

Relembre frases icônicas que acompanharam a vida e a carreira Pelé

Rei do Futebol pediu que o mundo olhasse para as crianças quando fez o milésimo gol e nunca escondeu a admiração que sentia pelo pai, Dondinho

Relembre frases icônicas que acompanharam a vida e a carreira Pelé
Imagem: Reprodução | Divulgação



O mundo perdeu Pelé, o Rei do Futebol, na última quinta-feira, 29, morto aos 82 anos por causa de complicações decorrentes de um câncer de cólon. Além de ter se imortalizado com feitos históricos dentro dos gramados, o Rei também ficou marcado fora deles por causa de sua personalidade e frases marcantes.

Ao longo da carreira e da vida, o Rei do Futebol não se limitou a dar declarações apenas sobre o esporte que o consagrou. Amante das artes —principalmente da música— se comparou a grandes artistas da história, levantou bandeiras sociais e sempre fez questão de exaltar a admiração pelo pai e o orgulho de defender a camisa da seleção brasileira, com a qual conquistou três Copas do Mundo.

Uma das frases mais famosas de Pelé foi dita justamente após um dos momentos mais marcantes de sua célebre carreira. Após ter convertido o pênalti sobre o Vasco da Gama em 19 de novembro de 1969, no Maracanã, marcando seu milésimo gol, o Rei tratou de levantar um assunto importante.

“Ajudem as crianças desafortunadas, que necessitam do pouco de quem tem muito. Pelo amor de Deus, o povo brasileiro não pode perder mais crianças”, disse Pelé. Porém, tempos depois da fala, o Rei do Futebol declarou que se arrependeu da repercussão e revelou que deveria ter dedicado o feito para sua mãe.

“Se eu soubesse que oferecer meu milésimo gol às criancinhas iria provocar tanta onda, teria ficado quieto. Bem que poderia ter oferecido aquele gol à minha mãe, que iria adorar”, disse Pelé.

Em entrevista à revista francesa France Football, Pelé chegou a traçar um paralelo entre sua carreira com a de nomes importantíssimos da arte. “Nunca haverá outro Pelé. Eu nasci para o futebol assim como Beethoven para a música e Michelangelo para a pintura”, disse Pelé.

Inclusive, o Rei chegou a se analisar de duas formas, como Edson Arantes do Nascimento, o homem mortal, e Pelé, o Eterno Rei do Futebol. “Perfeito é o Pelé, que não erra, que é imortal. Mas o Edson Arantes do Nascimento é uma pessoa normal, deve ter um monte de defeitos que muita gente não gosta e recrimina.”

Nascido em Três Corações, no interior de Minas Gerais, Pelé pouco viveu em sua cidade natal e se mudou para Bauru, onde passou a infância. Lá se apaixonou pelo futebol e nunca escondeu que tinha como ídolo o pai, Dondinho, que também foi jogador de futebol.

“Eu queria ser igual ao Dondinho, que era o meu pai. E Deus me deu tudo isso. Não tem uma explicação. Acho que todo esse sucesso, todas essas vantagens e vitórias da minha vida, eu comecei a aprender quando eu era criança”, disse Pelé em entrevista à CBF TV.

Pelé ainda eternizou diversas frases a respeito do futebol em diversos momentos de sua carreira e vida. Inclusive, chegou a dizer que gostaria de ter no próprio nome a palavra “bola”. “Se eu pudesse, me chamaria Edson Arantes do Nascimento Bola. Seria a única maneira de agradecer o que ela fez por mim”, disse.

Em uma das grandes polêmicas que envolveu seu nome era a respeito do time de coração do Rei. Apontado como torcedor do Corinthians, Pelé chegou a trazer o assunto à tona e garantir que torcia para o Vasco da Gama quando criança.

“O time do meu coração sempre foi o Vasco. Eu gostei muito do Vasco, gosto muito do Vasco. Não tenho nada contra o Corinthians, mas não era (o time de coração). O meu irmão, inclusive, quando a gente jogava botão, às vezes sobrava o time do Palmeiras ou do Corinthians, e meu irmão sempre pegava o Palmeiras, ele era palmeirense. Às vezes, joguei quando garoto com o time de botão de nome Corinthians, mas se tivesse que escolher na época, eu escolheria Vasco”, disse.

Sobre Maradona, Pelé chegou publicamente a demonstrar carinho e admiração pelo maior ídolo do futebol argentino. “Um jovem que faz uma viagem dessas (Buenos Aires-Rio) apenas para tirar uma foto comigo e volta logo depois para o seu país só pode merecer o meu respeito. Por isso sempre gostei do Maradona”, afirmou.

PELÉ FALA SOBRE POLÍTICA E RACISMO

Ministro do Esporte em xxxx no governo de Fernando Henrique Cardoso, Pelé chegou a falar e a flertar de forma mais séria com a política em diversas oportunidades. Uma vez, inclusive, não descartou a possibilidade de se lançar candidato à presidência do Brasil. “Não tenho medo de nada: se pintar alguma coisa nesse sentido, topo até ser presidente da República”, disse.

Pelé também criticou a Ditadura Militar do Brasil, revelando que desistiu de disputar a Copa do Mundo de 1974 por ser contrário ao regime. “O que muita gente não sabe é que não joguei a Copa de 1974, na Alemanha, por desgosto em relação ao regime político do país. Era a época da ditadura”, afirmou.

“Não há no Brasil qualquer discriminação de cor, e sim diferença de classes sociais”, disse o Rei do Futebol quando foi abordado sobre o racismo no Brasil.

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