Termina julgamento por atentados de Paris

Sentença está prevista para a próxima quarta-feira (29)

revistabaiacu - 27 de junho de 2022




Terminou nesta segunda-feira (27) o megaprocesso contra os acusados de envolvimento nos atentados terroristas de 13 de novembro de 2015, em Paris, incluindo o franco-marroquino Salah Abdeslam, único sobrevivente entre os autores materiais do massacre.
    Os réus tiveram uma última chance de se pronunciar diante dos juízes antes do veredito, que está previsto para a tarde da próxima quarta-feira (29). Em sua declaração final, Abdeslam reafirmou ter cometido “erros”, mas disse que não é um “assassino”.
    “Se me condenarem por homicídio, cometerão uma injustiça”, acrescentou o réu, que no início do processo, em setembro de 2021, se apresentara orgulhosamente como “combatente do Estado Islâmico” (EI).
    No entanto, durante o julgamento, Abdeslam abandonou essa postura e pediu desculpas a “todas as vítimas”. “Peço hoje a vocês que me odeiem com moderação”, disse o jihadista em uma audiência no dia 15 de abril.
    O réu participou ativamente dos atentados, mas, ao contrário de seus comparsas naquela noite, não detonou o próprio corpo como estava planejado e acabou preso.
    “Eu não me arrependo. Não matei aquelas pessoas e não morri”, declarou Abdeslam ao ser questionado por uma de suas advogadas, Olivia Ronen, se sentia-se arrependido de “não ter tido coragem de ir até o fim”.
    O Ministério Público, no entanto, alega que os explosivos amarrados ao corpo do franco-marroquino falharam, impedindo que ele se suicidasse, e pede a pena perpétua para o acusado.
    Os outros 19 réus são acusados de envolvimento no planejamento dos ataques, sendo que seis são julgados em contumácia, uma vez que teriam fugido para o Oriente Médio. O veredito será dado por cinco juízes que foram levados para um local secreto na região de Paris para deliberar.
    Os atentados de 13 de novembro deixaram 130 mortos na casa de shows Bataclan, em bares e restaurantes do 10º e do 11º arrondissements de Paris e nos arredores do Stade de France, em Saint-Denis, cidade satélite da capital francesa.
    Reivindicados pelo EI, os ataques foram uma reação aos bombardeios da coalizão internacional liderada pelos EUA contra o grupo jihadista na Síria e no Iraque. .